domingo, 18 de novembro de 2012

Ausência











 

Ausência...Sentimento que percorre a alma e finda no vazio.Ausência é mais que ausência...É a falta de si mesmo,é um olhar-se para dentro e escutar o silencio.É um estar,sem estar...uma dispresença.
Ausência é um porto sem navios, é céu sem estrelas, apesar de sabê-las lá.É madrugada sem o sol nascente.É um olhar perdido na multidão,é um vazio de gente.
Ausência,sentimento que atormenta,que que esvazia a alma, mas que reinventa a presença.Uma falta inquietante, a procura de um instante.
Ausência é ausência, tudo o mais é silêncio.



quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Saudade

Ah!! Saudade... Da infância perdida,de sonhos nublados,de historias inexatas.
Saudade dos amores inocentes, do amor incondicional, do inefável.
Saudade é qualquer coisa que dói, que nos vulnera, que nos desatina...
Saudade...Lembranças que nos toma conta, que fragiliza e também nos acalenta.Porque viver a saudade é simplesmente  carregar  ou nos recarregar de algum momento, de uma história,de algo, de gente que nos fizeram reais por um instante.
Saudade do que não mais está, mas que inexoravelmente permanece.
Ah!! Saudade...Que nos inconstância.Que nos faz perder o rumo,mas nos faz sentir gente.
Saudade do silêncio da vida, onde nos fazia pensar e imaginar inocentemente.
Saudades de gente, de um sabor, de um sorriso, de amores, ou um amor,do impreciso.
Ah!Saudades...

domingo, 7 de outubro de 2012

Mundo Nenhum

 

 

Surgir das labaredas
de um oceano...
Deitar nas rochas
de um arco -íris...
Dormir nas areias áridas
de um deserto verdejante...
Andar sob as pedras
de um mar azul...
Ver o sol caindo como chuva.
Ver a chuva como uma tempestade
de areia no deserto...
Quero um mundo contrário
Quero ser só eu...
Mas por um momento também ser nós...
para viver intensamente
a beleza desse mundo comum...
Então voltar e poder dizer...
Sou de mundo nenhum.

(Acelone Custódio – Junho/2010)


Poema Paulo Leminski

"não sou o silêncio
que quer dizer palavras
ou bater palmas
pras performances do acaso
sou um rio de palavras
peço um minuto de silêncios
pausas valsas calmas penadas
e um pouco de esquecimento
apenas um e eu posso deixar o espaço
e estrelar este teatro
que se chama tempo"
                                                                            (Poema do livro "Caprichos&Relatos de Paulo Leminski)

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Amplidão


Na amplidão do infinito...
A busca incessante.
Na mente...
O sonho constante.
Nada é definitivo
A vida renova-se a todo instante.
Perde-se as asas
Mas o vento nos leva
Perde-se a esperança hoje
Mas o amanha nos carrega
Perde-se o sorriso,
Mas sonhar é preciso.
No vai e vem do tempo
A pausa...
Acordar em um vão momento
Viajar nas ondas do sol
E sentir a vida pulsando
Como o mar e seu encanto.

Música:Se eu quiser falar com Deus

"Se eu quiser falar com Deus
Tenho que ficar a sós
Tenho que apagar a luz
Tenho que calar a voz
Tenho que encontrar a paz
Tenho que folgar os nós
Dos sapatos, da gravata
Dos desejos, dos receios
Tenho que esquecer a data
Tenho que perder a conta
Tenho que ter mãos vazias
Ter a alma e o corpo nus
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que aceitar a dor
Tenho que comer o pão
Que o diabo amassou
Tenho que virar um cão
Tenho que lamber o chão
Dos palácios, dos castelos
Suntuosos do meu sonho
Tenho que me ver tristonho
Tenho que me achar medonho
E apesar de um mal tamanho
Alegrar meu coração
Se eu quiser falar com Deus
Tenho que me aventurar
Tenho que subir aos céus
Sem cordas pra segurar
Tenho que dizer adeus
Dar as costas, caminhar
Decidido, pela estrada
Que ao findar vai dar em nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Nada, nada, nada, nada
Do que eu pensava encontrar"

Nota:Música de Gilberto Gil



Transmutar


Liberdade urgente!
Para que o sonho não se apague
Buscar...
Emergir para o novo
Despontar para a vida.
A  noite  escoa
Num tempo sem dissonância
Num viver a revelia
Em acordes descompassados.
Jaz o ontem
Viver o agora
A eterna magia do que é ser ou sentir...
Sugar o ar do alvorecer
Respirar a paz
E voar para o além...
Vislumbrar o infinito...
Transmutar.

A Canção Que Fiz Pra Ti

domingo, 30 de setembro de 2012

Essência


Deixo a essência de minha vida entrelaçada
Em vultos do entardecer
Trago soluços de sentimentos ocultos,
De razões sem destino, de desatinos.
Levo para o dia o que me faz uma,ou talvez,muitas.
Deixo aqui apenas o que sou hoje.
Carrego a vaidade na luxúria,
Porque a inocência de mim já fez vez.
Sorrio para o alto
À revoada junto meu canto
Na tempestade me aprumo
E na liberdade descubro meu encanto.

Metade (Oswaldo Montenegro)

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio
Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.
Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

Me trago

 Me trago
         Me embebo
    Me percebo
     Me torno
  Me estorno
Fui...
                                   Ainda é cedo

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Tatuagem (Chico Buarque)



Tatuagem

(Chico Buarque)

Quero ficar no teu corpo
Feito tatuagem
Que é pra te dar coragem
Prá seguir viagem
Quando a noite vem...
E também pra me perpetuar
Em tua escrava
Que você pega, esfrega
Nega, mas não lava...
Quero brincar no teu corpo
Feito bailarina
Que logo se alucina
Salta e te ilumina
Quando a noite vem...
E nos músculos exaustos
Do teu braço
Repousar frouxa, murcha
Farta, morta de cansaço...
Quero pesar feito cruz
Nas tuas costas
Que te retalha em postas
Mas no fundo gostas
Quando a noite vem...
Quero ser a cicatriz
Risonha e corrosiva
Marcada a frio
Ferro e fogo
Em carne viva...
Corações de mãe, arpões
Sereias e serpentes
Que te rabiscam
O corpo todo
Mas não sentes...

Frase I


“Hoje sentei-me na lua...
Peguei uma estrela...
E viajei nas asas de um pássaro...
Amanha farei festa com os vaga-lumes.
(Acelone)

domingo, 2 de setembro de 2012

Feita de pedaços

Eu não me defino,porque a cada dia sou...Não quero apenas chegar, tento estar sempre.Procuro viver onde me limito, se me  ultrapasso,fujo para minha louca liberdade...Corro ao encontro de mim mesma...me aquieto.Grito ao sol um pouco de legria e ele me recompensa com as estrelas.Meu sorriso reservo ao vento que o levará a quem mereça.Se me conheces,não me reveles,porque perderei a graça.Se me amas,ama-me a cada dia, a cada estação, com um só coração...Não me definas, porque sou feita de pedaços,me junto aos poucos para formar-me."
(Acelone- Jan/2011)

Sou



Sou mulher...sou menina
Sou poeta...sou divina.
Descalço...
celebro a vida.
Persigo sonhos
e tenho alma ferida
Não quero o finito
preciso do novo pra ter motivos
Sou livre na minha loucura...
refém do destino.
O silencio é meu escudo
e  os versos meu refugo.
(Acelone-Nov/2010)

Vem dançar comigo...


Quero bailar nas paisagens da lua
Ouvir o som das nuvens
Dançar no teu mundo...
...na tua rua.
Quero ouvir a canção que fiz nossa
dançar sobre tua boca com passos de bailarina
ou sobre teu corpo como uma louca dançarina.
Flutuar em teus braços como pluma ao vento
e sentir-me inteira plena no tempo.
Quero sentir tua respiração em minha nuca
tuas mãos deslizando em minhas curvas
teu toque saciando meus desejos
e a música embalando nossos beijos.
Quero dançar a dança do amor
Rodopiar junto ao teu corpo sem destino
Quero a canção da primavera em meus ouvidos
e um mundo só nosso em desatino
Quero esta dança contigo...
Vem dançar comigo!!
(Acelone Custódio-Out/2010)